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SAG 2011: Comentando os premiados

31/01/2011

Essa edição dos Screen Actos Guild Awards foi a pior em previsões para este redator: poucas das minhas apostas se concretizaram. Eis quais foram elas e o que essas vitórias significam.

– Prêmios em Cinema –

Melhor Elenco: O Discurso do Rei
Abraçado pelos Sindicatos, esse drama inglês edificante e convencional está agora na pole position pela disputa ao Oscar de Melhor Filme. O prestígio dos atores, que constituem a maioria dos votantes na Academia, é muito representativo. O outrora favorito “A Rede Social” terá sorte se sair com o prêmio de direção. Não que “O Discurso do Rei” seja um filme ruim, mas salvo seus dois protagonistas – que respondem sozinhos pela boa repercussão inicial da obra -, não há nada para ser destacado numa lista de melhores (talvez, a direção de arte). Os concorrentes “A Rede Social”, “Minhas Mães e Meu Pai” e “O Vencedor” tinham elencos muito mais consistentes, e atores que realmente complementavam os trabalhos uns dos outros.

Melhor Ator: Colin Firth, “O Discurso do Rei”
Uma das barbadas do ano. Vai levar o Oscar com todas as justiças em 27 de fevereiro, apesar de dois concorrentes excelentes (James Franco e Jesse Eisenberg) e uma aparição surpresa do maravilhoso Javier Bardem, por “Biutiful” (interpretação que o SAG esnobou em favor de Robert Duvall). Jeff Bridges, por “Bravura Indômita”, é o excedente. Nessa vaga, deveria estar Ryan Gosling.

Melhor Atriz: Natalie Portman, “Cisne Negro”
A minha convicção de uma vitória de Annette Bening, realeza de Hollywood e respeitadíssima pela classe de atores, foi por água abaixo. Natalie está vencendo cada passo que a separa do Oscar de Melhor Atriz. E merece. Está num grande momento e prova que está acima dos papeis de mocinha de comédia romântica (como aquela que está atualmente em cartaz nos Estados Unidos, “Sexo Sem Compromisso”).

Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale, “O Vencedor”
Christian, que cortou o cabelo e não mais se assemelha a Jesus Cristo, foi premiado no dia de seu aniversário – mais uma estatueta para o punhado que já coleciona pelo trabalho em “O Vencedor”. Ele continua a fazer discursos efusivos e a sugerir que é influenciado por substâncias ilegais. Pergunto-me, no entanto, se seu Oscar está garantido ou se a onda favorável a “O Discurso do Rei” não favorecerá Geoffrey Rush. Além do mais, Bale pode ter antipatizantes em outros ramos da Academia, devido ao temperamento explosivo nos sets de filmagem e aos descontroles que se tornaram públicos.

Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo, “O Vencedor”
Apostava na garota de “Bravura Indômita”, Hailee Steinfeld. Mas, fez-se justiça. Melissa tem tudo para vencer também o Oscar, e só não tem a minha preferência porque a Academia se lembrou da veterana australiana Jacki Weaver, esnobada pelo SAG apesar do desempenho memorável em “Reino Animal”.

– Prêmios em TV –

Melhor Elenco em Série Dramática: Boardwalk Empire
Apostava e torcia para “Mad Men”. A quarta temporada foi uma das mais consistentes do programa, na qual todos os personagens de destaque atingiram seus pontos nevrálgicos. “Boardwalk Empire”, que ainda não vi, tem que fazer milagres para ultrapassar isso.

Melhor Ator em Série Dramática: Steve Buscemi, “Boardwalk Empire”
Indignado pela derrota de Jon Hamm pelos mesmos motivos da categoria de Elenco.

Melhor Atriz em Série Dramática: Julianna Margulies, “The Good Wife”
A recordista de indicações ao prêmio. Somando nomeações individuais e conjuntas com o elenco de “E.R.” e “The Good Wife”, Margulies teve o nome cravado pelo Sindicato catorze vezes, com oito vitórias. Será que mais essa era necessária? Kyra Sedgwick parecia estar num momento muito mais oportuno para vencer. E Elisabeth Moss – que não compareceu porque está se apresentando com Keira Knightley nos palcos londrinos – arregaçou na quarta temporada de “Mad Men”.

Melhor Elenco em Série Cômica: Modern Family
Um dos meus poucos acertos, e também um dos únicos prêmios merecidos. O elenco e sua irreparável sintonia faz de “Modern Family” uma das melhores comédias da TV. O único que se equipara, “Community”, não foi lembrado.

Melhor Ator em Série Cômica: Alec Baldwin, “30 Rock”
Seu quinto prêmio individual e consecutivo. Um exagero tão evidente que me parecia improvável que vencesse novamente. Ledo engano.

Melhor Atriz em Série Cômica: Betty White, “Hot in Cleveland”
Homenagear essa velhinha icônica na televisão americana nunca é demais – exceto quando ela já levou um prêmio especial pela carreira, justamente na edição do ano passado. Logo, essa vitória por status (visto que é a menos eficiente das cinco mulheres indicadas) fica parecendo desproposital.

Melhor Ator em Minissérie/Telefilme: Al Pacino, “You Don’t Know Jack”
Uma das poucas certezas da noite. Ele, infelizmente, não compareceu para aceitar o prêmio.

Melhor Atriz em Minissérie/Telefilme: Claire Danes, “Temple Grandin”
Outra barbada. Não tivesse o SAG amado o filme, porque indicaria também duas de suas coadjuvantes nessa mesma categoria? Mas Claire está brilhante e digna do que mais vier.

* Os prêmios para os dublês de “A Origem” e “True Blood” em cinema e TV, respectivamente, também foram previstos por mim. No mais, foi uma festa discutível em distribuição de prêmios e execução.

3 Comentários leave one →
  1. Tiago Stabile permalink
    31/01/2011 10:58 am

    ahh não gostei, falo mesmo. O Discurso do Rei tem suas qualidades, porem não consigo ainda ver ele como superior aos outros filmes indicado, principalmente A Rede Social.
    De qualquer forma as unicas categorias que eu realmente vibrei com as vitorias foram da Natalie Portman e Melissa Leo.

  2. 31/01/2011 11:06 pm

    Bom, o que podemos levar do SAG Awards 2011?? As categorias de atuação estão todas definidíssimas! A disputa grande ficará mesmo para o Oscar de Melhor Filme… E esse princípio de reviravolta está tornando esta award season bem mais interessante…

    Beijo!

    • 31/01/2011 11:47 pm

      Tiago, o pior é que as pessoas acham que o dever do SAG, ao invés de premiar o melhor elenco do ano, deve ser antecipar os indicados e premiados no Oscar de Melhor Filme. Por nenhum dos dois critérios, O Discurso do Rei merecia vencer a categoria.

      Ka, concordo com você – mas se por um lado não queria um Oscar previsível, por outro me desespero com as chances reais do irregular O Discurso do Rei bater a obra-prima que é A Rede Social😦 Beijo!

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